Decidindo em que escola fazer o intercâmbio

Sem sombra de dúvidas esse foi o maior dilema que eu enfrentei no meu planejamento do intercâmbio.

Sério! Quase entrei em crise existencial (rsrs). Provavelmente só quem passou pelo dilema consiga compreender a dimensão desse problema.

Muitos dirão que a escolha da escola é o de menos, que a didática e estruturas da escola são semelhantes, que quase todas atualmente tem sistema de quadro interativo,…

De certa forma, isso é verdade. Mas até certo ponto.

Sabe, você gasta com tanta coisa em um intercâmbio, em alguns casos o gasto com a acomodação é até maior que o valor do curso em si, e aí eu refleti: poxa, eu queria ter a certeza que irei estudar em uma boa escola, ou ao menos, na melhor escola dentro da faixa de valor que estava disposta a gastar.

Pesquisando, a primeira coisa que se descobre é a importância de verificar se a escola é certificada pelo governo ─ pelo British Council se for estudar no Reino Unido ─, pois só uma escola certificada pode te fornecer um comprovante válido e aceito pela imigração no momento da chegada ao país. É esse documento que garante que você é um estudante e facilitar sobremaneira sua passagem pela imigração. 

Vamos ver algumas dicas para te ajudar a fazer essa tão importante escolha.  😎 

Identifique quais são seus pré-requisitos:

Pense sobre o que você espera e o que gostaria de evitar em uma escola de idiomas no exterior. Por ex., você tem o sonho de estudar dentro de uma grande universidade ou prefere uma escola mais intimista, com um número reduzido de estudantes e clima mais familiar? O seu orçamento é limitado? Ou não abre mão de viver em uma das grandes capitais do mundo e faz questão de estudar em uma escola renomada?

Quais os pré-requisitos da sua escola ideal

Avalie itens como

  1. Localização da escola de intercâmbio;
  2. Carga horária das aulas;
    • normalmente variam entre 20 e 35 aulas semanas. A partir de 25 são considerados semi-intensivos, e a partir de 30 como intensivas. Mas analise também a carga horária de cada aula, pois elas costuma variar entre 45min e 60min. Ou seja, muitas vezes uma escola com 30 e outra com 35 horas semanais podem ter praticamente a mesma quantidade de horas de aula por semana.
  3. Método de ensino;
    • Prefere um método de ensino mais tradicional ou mais moderno? A resposta para essa pergunta pode ser decisiva para decidir pela “melhor” escola para você.
  4. Variedade de cursos ofertados:
    • Há o curso de inglês geral, cursos voltados para exames de proficiência como o TOELF e o IELTs, curso de inglês voltado para negócios, e algumas escolas oferecem cursos mais especializados, voltados, por exemplo, para a área jurídica, marketing, relações internacionais, entre outras.
  5. Facilidades que a instituição oferece (Cantina. laboratório de informática, biblioteca, etc);
  6. Atividades e serviços extras que a escola promove fora dos horários de aula (Workshops, palestras, passeios,…)
  7. Qual o tamanho da turma?
    • No geral, quanto mais alunos, menos personalizada será a atenção que o estudante receberá. Por outro lado, maior é a oportunidade de interagir com estudantes de outras nacionalidades e ampliar a sua rede de contatos durante o intercâmbio. Priorize aquilo que for mais importante para você.
  8. Qual o mix de nacionalidades dos alunos?
    • Ter contato com pessoas de diferentes países durante o intercâmbio é importante para ter um processo de aprendizado rico tanto em relação a novas culturas, quanto em relação à prática do inglês.
  9. Com qual frequência você será avaliado pela escola? 
    • Um dos processos mais importantes durante o aprendizado no exterior é ter um feedback frequente de sua evolução. Avalie se a escola oferece lições de casa regularmente e testes de nivelamento de idioma, assegurando que você sempre esteja na turma certa de acordo com os seus conhecimentos e progressão de aprendizado. 

Tipos de escolas de idiomas no exterior para cada perfil

Normalmente as agências de intercâmbio classificam as escolas em 3 grupos:

  •  Premium ou Top Schools: para quem quer tradição e excelência de ensino.
    • Normalmente contemplam as melhores e maiores redes de escolas do mundo, como Embassy, Kaplan, Stafford House, International House e Eurocentres, entre outras. No geral são escolas que oferecem estrutura de primeira linha, localização privilegiada e reconhecimento mundial.
  • Pocket Schools: atenção especial durante o aprendizado.
    • Normalmente composto por escolas menores, que contam com menos estudantes por sala, permitindo que, ao menos em tese, o estudante receba atenção personalizada em todos os aspectos do aprendizado.
  • Budget School: melhor custo benefício;
    • Escolas menos conhecidas mundialmente, que contam com preços mais econômicos e tem boa qualidade de ensino. Geralmente, oferecem uma estrutura mais simples e, salvo algumas exceções, ficam em localização menos central.

Essas listas costumam variar de uma agência para outra, até porque cada uma tem uma lista de escolas com as quais trabalha. Além disso, uma mesma escola pode ser considerada “premium” por uma agência, e “pocket” por outra.

 

Dica de quem fechou o intercâmbio por conta própria: 

  1. Verifique junto a diversas agências de intercâmbio quais são as “melhores escolas em cada categorias”. Também não custa nada jogar no Google “melhor escola de inglês em X” (troque X pelo nome da cidade);
  2. Pesquise tudo o que for possível sobre cada escola –> entre no site da instituição; jogue no Google Maps o endereço e veja as opiniões deixadas por lá, assim como opiniões deixadas na página da escola no Facebook; procure no Youtube por vídeos sobre a escola, algumas inclusive colocam vídeos de trechos de aula, assim terás como ter uma noção sobre estrutura e método de ensino.
  3. Descubra o que outros estudantes pensam sobre a escola: Busque a opinião de pessoas que estudaram na escola. Pergunte o que gostaram e o que não gostaram e tudo o mais que quiserem saber.

Quando tinha restringido minha lista a 4 escolas, comecei a jogar no Google “opinião de quem estudo na X”, e normalmente encontrava opinião de ex-alunos em blogs e fóruns de discussão.

No Google Maps normalmente é possível fazer um “tour virtual” por dentro das escolas, e você consegue ver o estilo das salas, da lanchonete, biblioteca, laboratório de informática, etc.

Pesquisei no Youtube; fui nas páginas das escolas no Facebook, lá naquela seção de “avaliações”, descobria pessoas que eram do Brasil e mandava uma mensagem pedindo informação, do tipo:

“Oi, bom dia! Vi na página do Facebook da escola X que você estudou lá. Estou escolhendo a escola em que farei o intercâmbio e estou em dúvida entre as escolas X, Y e Z. Poderias me ajudar informando o que achou da escola?”

Mais da metade das pessoas que contactei responderam minhas mensagens e pude tirar várias dúvidas sobre as escolas.

QUE ESCOLA ESCOLHI??

Irei estudar na Kaplan International English de Londres – na unidade de Leicester Square, que é voltada para alunos com mais de 25 anos.

Não foi uma decisão fácil. Estava muito em dúvida com outras 3 escolas. E depois que tinha me decidido quase pensei em mudar, porque estava quase fechando com a ICGroup e eles não trabalhavam com essa escola, o que me fez tem um novo embate, dessa vez entre a Kaplan e a IH – International House.

O que fez a diferença na escolha? tinha amado o estilo de programação das aulas, a estrutura da escola, tive excelentes avaliações de pessoas que estudaram lá, mas provavelmente 3 coisas foram decisivas: 

  • Encontrei no Youtube da própria escola trechos de aulas, o que me permitiu conhecer mais sobre a forma como a aula era conduzida, de forma bem dinâmica, e o que vi me agradou.
  • Eles terem um material didático próprio desenvolvido para as aulas — esclareço que em outro contexto não faria diferença para mim, e para alguns poderia até ser considerada algo negativa, mas como tenho “baixa visão” (enxergo 10% do normal), o fato de poder acompanhar parte do que aparece na “lousa digital interativa” pelo livro iria facilitar minha vida dentro de sala de aula.
  • Ter visto uma avaliação de uma aluna que estudou lá, e que assim como eu, possui limitações e dificuldades. Ela é deficiente auditiva oralizada e na época do intercâmbio tinha recém colocado o “implante coclear”. Ela relatava as dificuldades quanto a adaptação com a audição adquirida e todo o suporte que a escola e os professores deram para ela, auxiliando em tudo que era possível, e o quanto ela gostou de algumas das aulas específicas, como uma que era especificamente voltada para Vocabulary, Pronunciation and Speaker. (Link do post que ela escreveu)

Demais disso, tem o fato da parte de assistência ao aluno ser excelente ─ ao menos nessa fase pré-intercâmbio ─ sempre atendendo com presteza, esclarecendo todas as dúvidas, e sim, comunicação com os agentes toda em português.

Bom, fico por aqui.

Espero que a escola supera minhas expectativas!

 

 

 

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